Empreendedor validando código de segurança em maquininha de cartão

Contabilidade e Fiscal

O que é o Código de Segurança do Contribuinte (CSC)

Entenda o que é o Código de Segurança do Contribuinte (CSC), pra que serve e como emiti-lo em cada estado.

Lara Azeredo

14/08/2026 | Por

O que veremos nesse post:

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O Governo tem investido cada vez mais em tecnologia pros seus processos de fiscalização, e essa mudança gera mais eficiência tanto pro poder público quanto pra quem paga imposto.

Dentro desse cenário, a Receita estadual e a federal têm buscado formas de dar mais segurança e praticidade ao contribuinte, e uma delas é o Código de Segurança do Contribuinte, ou CSC.

O CSC tem várias funções, como:

  • Verificação de documentos fiscais;
  • Prevenção de fraudes;
  • Validação de autenticidade;
  • Associação ao contribuinte;
  • Praticidade na fiscalização.

Neste post, você vai entender como funciona o CSC, como emiti-lo em cada estado e por que ele importa pro seu negócio. Vamos lá?

O que é o CSC (Código de Segurança do Contribuinte)?

O Código de Segurança do Contribuinte (CSC) é um código formado por números e letras usado pra garantir a autoria e a autenticidade do Danfe-NFC-e.

Esse código é de conhecimento exclusivo do contribuinte e da Sefaz, e corresponde a um conjunto de no mínimo 16 e no máximo 36 caracteres alfanuméricos.

O CSC, por consequência, é parte do QR Code e precisa ser informado no software emissor de NFC-e, ficando vinculado ao CNPJ da empresa.

Ou seja: o CSC é um dos requisitos mais importantes pra emitir a Nota Fiscal do Consumidor (NFCe). Por isso, quem precisa emitir esse tipo de documento fiscal deve conhecer bem a importância do token NFC-e e saber como gerá-lo.

Qual é a sua importância?

Como você viu, o CSC tem como principal função gerar o QR Code da NFC-e e dar autenticidade ao Danfe do documento.

Ou seja: ele é uma peça essencial no processo de emissão da nota fiscal eletrônica do consumidor.

Além disso, o objetivo da Receita ao criar o token NFC-e é melhorar a segurança do contribuinte, já que só é possível emitir documentos fiscais em nome dele estando munido do código, o que dificulta ainda mais fraudes feitas por terceiros.

Curiosidade: você precisa solicitar um CSC pra cada estabelecimento? Não. Os Códigos de Segurança do Contribuinte solicitados valem pra todos os estabelecimentos do contribuinte dentro do mesmo estado.

Como gerar o CSC em cada estado?

Apesar de o CSC já estar implantado de forma ampla em todo o país, o procedimento pra obtê-lo não é unificado e pode variar entre estados.

Por isso, o mais indicado é fazer uma busca prévia no site da Sefaz da sua região. Vale lembrar que cada Secretaria de Fazenda tem seus próprios procedimentos pra gerar o CSC, alguns presenciais, outros pela internet. Se precisar, vale também recorrer à ajuda de um contador.

Quais são as principais rejeições relacionadas ao CSC? (rejeição 462, rejeição 463)

Quando o assunto é CSC, o contribuinte precisa ficar de olho em dois tipos de rejeição bem comuns, pra não perder tempo resolvendo o problema depois. Veja quais são:

Rejeição 462: Código Identificador do CSC no QR Code não cadastrado na Sefaz

Esse tipo de rejeição ocorre quando é emitida uma NFC-e e o parâmetro do CSC (token) do emitente não está cadastrado na Sefaz.

rejeicao-462

Observação:

  • Para NFC-e ONLINE, é o 4º parâmetro da URL do QR Code.
  • Para NFC-e OFFLINE, é o 7º parâmetro da URL do QR Code.

Pra resolver, o emitente da NFC-e precisa gerar um código CSC (token) no site da Sefaz do seu estado e configurá-lo no sistema emissor de NFC-e.

Rejeição 463: Código Identificador do CSC no QR Code foi revogado pela empresa

Essa rejeição ocorre quando é emitida uma NFC-e (modelo 65) com CSC (token) revogado pela empresa emitente numa data anterior à data de emissão da NFC-e.

Ou seja: se uma nota foi emitida em 20/05 e o CSC foi revogado pela empresa em 19/05, essa rejeição vai acontecer.

Pra resolver, basta informar um CSC ativo e válido e reenviar a NFC-e pra processamento.

rejeicao-463

Conclusão

Neste post, você entendeu o que é o Código de Segurança do Contribuinte (CSC), qual a importância dele e como emiti-lo em cada estado.

Vale lembrar que, quando o assunto é NFC-e, alguns estados têm regulamentos próprios, como é o caso de São Paulo, que encerrou o uso do equipamento SAT no fim de 2025 e, desde janeiro de 2026, exige a emissão de NFC-e (modelo 65) em todas as operações do varejo. Se seu negócio ainda usa SAT ou outro sistema legado, vale confirmar com seu contador se a transição pra NFC-e já foi feita.