A cura pela autoestima
Hoje as coisas são diferentes do que há cinquenta anos. A psiquiatria sofreu uma verdadeira revolução no que diz respeito aos tratamentos recomendados aos considerados “doentes mentais”. A instituição “hospício” deixou de existir, dando lugar aos hospitais psiquiátricos, com tratamentos mais humanizados. No Brasil, os protagonistas dessa evolução interagiram com a autora deste livro, minha amiga Dalva, que hoje tem 94 anos. E a história de vida dela é um relato consciente e contundente dos dramas por ela vividos por ter sido considerada “doente mental”, que à época chamavam de “louca”. Foi, na verdade, uma rebelde com causa: a busca da liberdade de ação e expressão, num mundo de preconceitos e de censura. O regime militar da época teve muito a ver com esse comportamento da sociedade.
Aqui, ela desenvolve considerações sobre espaço-tempo e psicoespiritualidade, sem entrar nos campos da física e da religião. São concepções que ajudam a definir seus sintomas, que estiveram longe dos diagnósticos médicos.
Ajudada por um psiquiatra mais compreensivo e pesquisador, ela teve a oportunidade da pensar e expressar o que realmente sentia, mergulhando fundo no seu interior para buscar as manifestações do seu inconsciente. Com essa reflexão, a Dalva relata que entrou no que chamou de “depressão controlada” e descobriu, com a ajuda de profissionais aos quais dedica grande gratidão, que precisava desenvolver a autoestima.
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