Labirintos: a eterna busca do ser
Não sei por que alguém se interessaria em contar a minha história. Acaso seria o sucesso de meus vários livros que percorreram toda a Rússia? A misteriosa Nádia? Ou seriam os relacionamentos conturbados que vivenciei durante os anos?
Passado e presente caminham de mãos dadas por corredores escuros e sombrios de labirintos que se misturam e se multiplicam.
Às vezes penso não me conhecer. Todavia ao me deparar com Anna, Vladimir, Dimitry, Katerinne e outras personagens, sei quem sou.
E o que dizer de Anna, esposa do vendedor de sapatos Vladimir Svalonilov, com a qual tive um caso? Uma linda mulher que ignorava o filho, o pequenino Dimitry, por ser anão e carregar consigo uma terrível marca na face.
Katerinne, dona de um afamado prostíbulo, cultivou durante longo tempo um amor por mim, que eu nunca soube retribuir à altura.
Karov, as prostitutas Yelenna, Yelenova, Desiré e Valeska, o responsável pelo navio Kiev, o comandante Mazukiewikz, o pianista Puttin, os atores de teatro Mikail e Anastácia, o comerciante Ivanovith, o diretor Boris e o rico Petrovic estão sempre povoando minhas lembranças.
Talvez nossos caminhos não se cruzaram por mera coincidência, estamos todos procurando a mesma coisa: a eterna busca do ser.
Somente um amigo, verdadeiro amigo, ousaria contar a minha história...
Nikolai S. Andreiev
Escritor e poeta
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