Palavras Ciganas - vocabulário e gramática sintética do Romani-Sinte / Sinto

A linguagem utilizada por um grupo cigano (Romani) é o reflexo do alicerce cultural que ele possui. Portanto, a língua é mais do que o simples conjunto de nomes atribuídos às coisas, sendo também uma manifestação cultural inerente aos grupos falantes de uma determinada língua ou de um dialeto derivado da mesma. E este ensaio procura demonstrar a importância da Antropologia Linguística quando se realiza uma tradução. Por exemplo: Um tradutor deve realizar seu trabalho não apenas pela conversão dos nomes, mas também compreendendo que as palavras possuem grande carga de sentimentos e significados subjetivos. O conhecimento cultural da língua de origem e da língua para a qual o texto será convertido é fundamental para evitar erros graves que retiram parte do significado do que está sendo expresso. Mas, sobretudo, este ensaio trata do embate entre a oralidade e a escrita. Um confronto que ocorre mundialmente, porque as minorias linguísticas, caso dos grupos ciganos, são aquelas que usam uma língua oral, diferente da língua da população majoritária. Mas também apresenta um embate do próprio falante, quando o mesmo se vê diante da necessidade de abandonar a oralidade e adotar a escrita, como forma de preservar as suas tradições. Explicando, quando a escrita de uma língua cigana, falada por uma comunidade de tradição oral, encontra-se diante da necessidade de fixar sons e significados culturais em folhas de papel; a escrita, neste contexto, é então abordada mais como alegoria do que como uma técnica de correspondências entre códigos. E isso ocorre quando o indivíduo que mantinha a tradição oral realiza sua alfabetização na língua majoritária, para, posteriormente, poder escrever a sua própria língua.

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Português

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159

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Público alvo

Amantes da cultura cigana

Conheça melhor quem criou o conteúdo

Nicolas Ramanush
2 Anos Hotmarter

Notório saber na área de antropologia cultural, ativista da questão indígena por 18 anos (1984 / 2002). Realização pesquisas de campo em área de remanescentes de quilombo, em Cafundó (1989 / 1992). Convidado por Orlando Villas-Bôas, desenvolveu trabalhos junto à Aldeia Jaraguá - acompanhando o projeto de saneamento básico nas aldeias Jaraguá e Krukutu (1992 / 1993). Convidado por Claude Lévi-Strauss para ministrar curso no Laboratório de Antropologia da França, (2000). Professor convidado no Curso de Extensão Cultural da Universidade Sant'Anna (1999 / 2007). Professor convidado no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu - Especialização em Sexualidade; Terapia Sexual na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto / Hospital de Base do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica (2005). Professor convidado no Curso de Extensão da Faculdade de Educação e Cultura Montessori (2005/2006). Professor Convidado do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação e Terapia Sexual da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana - Faculdade de Medicina do ABC - (2004/2005). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática - Faculdade de Medicina do ABC (2005 / 2009). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Educação Sexual - Lato Sensu - Centro Universitário Salesiano de São Paulo (2206 / 2007). Professor convidado do Programa de Mestrado Profissional em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública - Centro de Altos Estudos de Segurança - Secretaria de Estado de Negócios da Segurança Pública (2012). Atualmente é professor convidado do Curso de Extensão - Educação Continuada do Coordenadoria Geral de Especialização Aperfeiçoamento e Extensão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (desde 1999) Atua na área de etnografia indígena, antropologia da sexualidade, antropologia linguística.

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