Aprender o Corpo e outros textos de juventude

Coletânea de textos escritos por Wigvan de 2005 a 2014.

Inclui os textos dos ebooks:

- Amor às Escaras

- Cheiro de Tinta

- Manual para se perder em Paris e em outras partes do mundo

- Maria Eunice, 26

- Vergonha das Asas

- E textos e poesias inéditos

  • Vantagens
  • Detalhes

Ler Wigvan é uma forma de desaprendizado. É ver nossas verdades engessadas em confronto com as chamas de seus textos. O leitor inevitavelmente sai marcado, seja por um calor que perturba, exigindo movimento, seja pelo afago cálido proveniente da identificação com suas palavras.

Viver deixa marcas, assim como a boa literatura. Pode-se sufocar todos os sorrisos a fim de retardar as rugas faciais, mas também é possível deixar-se tocar e orgulhar-se das marcas de uma existência rica.

A literatura de Wigvan nos convida a trilhar este segundo caminho, a sujar as mãos de vida ao invés de preservá-las limpas e inutilizadas dentro de nossos bolsos.

Os textos são curtos em número de páginas, mas amplos em conteúdo. Wigvan não necessita de muitas linhas, pois enche os pequenos espaços de beleza e significado.

Seu texto é marcado pela dor, pela esperança e pela reinvenção.

Não é à toa que a palavra nascimento aparece com bastante frequência. O sofrimento nem sempre é o fim do caminho, às vezes é possível se recriar.

Wigvan o mostra, sobretudo, por meio da delicadeza. Como podemos ler em certo trecho: direito à invenção e à delicadeza.

Sua escrita, além de bela, é avessa ao embrutecimento, instigando o leitor a deixar sua alma à solta.

Michel Domenech

Conheça melhor quem criou o conteúdo

Wigvan
9 Anos Hotmarter

Querida pessoa,

Aceita um café?

Eu não gosto de escrever sobre mim.

Eu sou uma pessoa simples, de gostos simples, de hábitos simples.

Meu prato preferido é arroz com feijão e tomate. Com limão, é claro, para dar aquela alegria na alma.

Gosto de andar descalço. Gosto de sentar debaixo de uma árvore e ficar olhando para o nada por horas. Gosto de plantar coisas, pensamentos e sementes. Minha avó dizia que eu tenho a mão verde porque as coisas gostam de nascer comigo.

Gosto de ouvir histórias. Gosto de conhecer pessoas.

Gosto de estudar, principalmente coisas antigas. Meu gosto não é muito contemporâneo. Gilgamesh é meu texto preferido. Gosto de estudar coisas para as quais ninguém dá tanto valor, também. Literatura do Timor, de Cabo Verde, de Cuba, do Paraguai. Gosto de vozes assim.

Gosto muito de arte, também. Acho que estive mais em museus do que em restaurantes e shoppings. Aliás, detesto shoppings porque eu detesto comprar coisas. Gastar dinheiro não é algo que eu faça com boa vontade.

Gosto de conversar sobre o que eu estudei e acho que fazer essa troca é o que dá sentido para a minha vida na terra.

Acho que agora você sabe um pouco mais sobre mim. Se quer saber coisas que eu fiz, é só entrar no lattes ou jogar meu nome completo no google. Mas isso não é o que eu quero que as pessoas saibam sobre mim antes de olharem nos meus olhos.

O mais importante é que eu escrevo coisas. É o que mais gosto de fazer na vida: pensar personagens, fabricar situações, cristalizar sentimentos.

u não escrevo para ficar famoso, eu escrevo para conhecer pessoas. Tenho conhecido muitas por meio da escrita. Muitas são minhas amigas do coração e eu não imagino minha vida sem elas. Desculpe se isto aqui não é o que você queria ler. Mas eu não sei ser diferente e quis começar a nossa relação de uma forma bem honesta.

A gente se vê no ar,

W.

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