DA PÁGINA AO PRATO: COMIDA E LITERATURA ITALIANA

Com Isabella Callia

Inscrições: até 10 de julho

Período de disponibilização das aulas:

De 16 de junho a 10 de agosto

Pelo uso metafórico da comida, a literatura concede acesso aos códigos culturais mais profundamente arraigados nas crenças e valores da sociedade. O curso tem o intuito de ilustrar, por meio da arte literária, como a alimentação em suas múltiplas formas de entendimento e representação pode servir de suporte para estudar o desenvolvimento histórico e cultural de uma sociedade. Os conteúdos das aulas delimitam quatro marcantes momentos da cultura italiana: a ritualística das práticas alimentares da Roma Imperial, em Ars culinaria, de Apício, e em Satirycon, de Petronio (século I E.C.); os relatos de viagens e as práticas alimentares presentes no diário de Marco Polo (século XIII); as mesas do período da unificação da Itália, em La Scienza in cucina e L’Arte di mangiar bene, de Pellegrino Artusi, e Il Gattopardo, de Giuseppe Tommasi di Lampedusa (século XIX); e a alimentação na modernidade, em Palomar, de Italo Calvino (século XX).

Isabella Callia é professora de Língua e Cultura Italianas e docente e pesquisadora em História e Cultura da Alimentação, com ênfase nos relatos antigos sobre práticas alimentares do Mediterrâneo. Membro do comitê científico internacional da publicação Koiné (Qu Vi – Universidade de Bologna), participa de grupos de pesquisa literária, em Tradição Literária Italiana, na Letras FFLCH-USP, e de Mitologia, na Areté Centro de Estudos Helênicos. É, atualmente, doutoranda em Literatura e Cultura Italianas, pela Letras FFLCH-USP e bolsista CAPES.

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Poiesis - Instituto de Apoio A Cultura A Língua e A Literatura
2 Anos Hotmarter

Em 1928 o escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo já era tido como o mais famoso e reputado da área na América Latina. Projetou e executou a construção de diversos prédios de importância histórica hoje, tais como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal, o Prédio da Light e o Mercado Público de São Paulo. Projetou também a Casa das Rosas, uma mansão em estilo clássico francês com trinta cômodos, edícula, jardins, quadras e pomar na Avenida Paulista, local que reunia a maioria dos milionários barões do café.

A mansão foi concluída em 1935. Lá, os herdeiros de Ramos de Azevedo viveram até meados dos anos 1980. Por essa época, a Avenida Paulista já não era mais a mesma. A Casa das Rosas já dividia espaço com prédios comerciais, bancos, edifícios modernos e o característico trânsito de pessoas e veículos. Ameaçado de demolição, o casarão foi preservado em ação inédita no Brasil. Na parte do terreno que dá para a Alameda Santos, foi liberada a construção de um moderno edifício comercial enquanto a casa foi restaurada e transformada pelo Estado de São Paulo em espaço cultural, inaugurado no ano do centenário da Avenida Paulista, 1991.

A avenida que fora aberta pela riqueza agrária havia se transformado na via dos casarões dos industriais e logo em seguida na avenida do mundo das finanças, dos prédios modernos e de bancos suntuosos. Eleita pela população da cidade como símbolo de São Paulo, certamente a Paulista é a “perfeita tradução” da história econômica da cidade e do país. Da agricultura à indústria, e dessa ao mercado financeiro, em menos de um século. Em 1991 a Paulista já estava claramente se convertendo na avenida da cultura, transformação que as últimas décadas testemunharam. Museus, livrarias, salas de cinema e de teatro, parques e jardins, rosas, flores e estátuas foram se multiplicando para tornar a Avenida Paulista uma atração cultural ímpar na cidade.

Levando-se em conta a estrutura urbana da avenida e seu entorno, podemos dizer que a avenida mais paulista da cidade transformou-se em um dos espaços de cunho democrático, onde todas as manifestações têm vez, representando na dinâmica da cidade um grande fórum de debates. Evidencia-se tanto lutas pela inclusão como é o caso da Parada Gay que celebra a diversidade, dado ao enorme público que congrega, bem como questões tradicionais como a comemoração do Natal e Ano Novo, à qual convergem multidões. É nesse cenário chamado Avenida Paulista que a Casa das Rosas permanece um legítimo representante da arquitetura paulista como símbolo e referência de memória do cotidiano e das transformações da cidade e modos de vida.

E é nesse contexto que a Casa das Rosas, desde a sua reinauguração como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, no final de 2004, tem oferecido à população de São Paulo cursos, oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, lançamentos de livros, apresentações literárias e musicais, saraus, peças de teatro, exposições ligadas à literatura, etc. Transformou-se, portanto, em um museu que se notabiliza pelo trabalho de difusão e promoção da literatura de escritores muitas vezes deixados de lado pelo mercado e pela oferta de oficinas e cursos de formação para aqueles que pretendem se tornar escritores ou aprimorar sua arte.

A resposta da população tem sido surpreendente. Das cerca de 190 mil pessoas que visitam a Casa das Rosas anualmente, a grande maioria é composta por frequentadores dos seus cursos e eventos literários. Sucedem-se os relatos de pessoas das mais variadas formações, idades e nível social que se iniciaram na literatura por meio dos trabalhos na Casa das Rosas. Abundam os relatos de escritores já bastante conhecidos de que a sua participação nos eventos da Casa estimulou o seu trabalho. Trata-se de um local que estimula as tendências mais claras da cultura paulistana: a mescla de erudição, oferecida nos cursos e palestras, e do espírito revolucionário, estimulado por meio do convite à apresentação de inúmeros artistas, poetas, músicos, dramaturgos, escritores em geral, que podem, neste espaço, democraticamente, expor suas experimentações.

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