...E da Poesia se fez o Absurdo

“...E DA POESIA SE FEZ O ABSURDO” é um livro que mostra a capacidade que o poeta tem de criar, imaginar e fabricar coisas que são impossíveis de enxergarmos sem a verdadeira luneta do absurdo. Vivemos hoje num mundo moderno, entramos na era dos computadores. Sabemos que apenas uma máquina desta é capaz de substituir vários homens num determinado trabalho, mas me custa crer que uma dúzia delas seja capaz de criar, imaginar e fabricar as poesias rimadas e metrificadas de ZÉ LIMEIRA, o poeta do absurdo; pois este é um Dom divino que jamais será repassado, nem reproduzido por nenhum computador do mundo. E foi baseado neste poeta que nasceu em mim, uma vontade absurda de homenageá-lo e tentar imortalizá-lo, cada vez mais, através das minhas poesias, também absurdas, que com certeza seriam muito mais bem feitas por outros poetas com mais capacidade do que EU. Mas infelizmente, parece que se esqueceram do ZÉ.

E como não tem tu... vai EU mesmo!!!

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  • Detalhes

Conheci o Zé Limeira

Lá pelo século passado,

Que também era aleijado

Mas somente as Terça-feira,

Vendia peba na feira

Nas margens do rio Nilo;

Pesava cento e dez quilo

E morreu do coração,

Mas deixou procuração

Pra eu substitui-lo.

Agradeço a procuração

Que Zé mandou para mim;

Vou honrá-la até o fim

Com divina inspiração,

Não vou fazer gozação

Nem vou dizer putaria;

Pois nessa nossa poesia

Ninguém é cego nem surdo,

Vou só fazer absurdo

Como Limeira fazia.

Eu tava lendo, deitado,

Pois sempre fui muito culto;

Quando dei fé vi um vulto

Chega fiquei assombrado,

Fiquei todo arrepiado

Quando peguei no papel.

Conheci pelo anel

E também pelo letreiro,

Que aquele era um carteiro

Que trabalhava no céu.

Era a dita procuração

Que zé limeira mandou,

Quando o carteiro entregou

Eu fui ler com atenção;

Não entendi a razão

Pois sou poeta matuto,

Mas pensei por um minuto

Zé Limeira endoideceu;

Ele mesmo me escolheu

Como o seu substituto.

Me lasquei de emoção

E fiquei “doidim” da bola,

Peguei a minha sacola

“imburaquei” pro sertão.

Passei lá quatro são João

E duas mil Sexta-feira,

Fui a quinhentas mil feira

Pra comprar inspiração;

E honrar a procuração

Do poeta Zé Limeira.

Um dia eu tava acordado,

Sonhei que tava dormindo;

E no sonho eu fui ouvindo

Um tom de voz compassado:

Muito obrigado aleijado

Você me correspondeu,

Mas pena que não morreu;

Pra eu tomar a procuração,

Pois cheguei a conclusão

Que és melhor do que EU.

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Dalmar Lopes Macedo
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