Tratamento seletivo de vacas secas

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Tratamento seletivo de vacas secas: por onde começar?

Primeiramente é interessante entender os motivos pelos quais secamos as vacas: um deles é oferecer ao úbere e à glândula mamária o tempo necessário para se regenerarem para a próxima lactação. Caso o período seco (PS) seja muito curto, haverá uma menor produção de leite na próxima lactação.

Ao mesmo tempo, devemos lembrar - numa visão mais ampla, atual e afetiva - que fazendas de leite produzem alimentos, estes, que precisam ser seguros e nutritivos. Nessa linha, e - pensando na saúde pública - temos assistido a um aumento na resistência antimicrobiana e uma das razões é o uso imprudente de antibióticos.

E é para discutir alternativas para o PS que Tine Van Werven, da Universidade de Utrecht, administra o curso “Tratamento seletivo de vacas secas”. Segundo ela, mudar a terapia usual, seja para animais doentes ou para o PS, e pensando no uso prudente de antibióticos, é necessário tempo. Também exige mudanças na mentalidade, tanto para os médicos veterinários como para os fazendeiros.

Na Holanda, em 2012, foi colocada em prática uma lei no qual o tratamento da vaca seca não poderia mais ocorrer preventivamente e em massa. Assim, passou-se a escolher quais vacas deveriam ser secas com antimicrobianos baseado em diversos fatores, mas, por onde começar essa seleção? Em seu curso, Tine mostra várias pesquisas a fim de guiar os primeiros passos.

Após as medidas do governo holandês, foi observada uma redução de 50% no uso de antibióticos em vacas secas sem comprometer a saúde, o bem-estar ou prejudicar a glândula mamária dos animais. Como mensagem final, Tine reforça dois pontos: nunca devemos subestimar a taxa de cura espontânea e a melhoria do gerenciamento é o principal motor para a redução no uso de antibióticos.

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