108 contos e parábolas orientais
As histórias aqui recontadas são verdadeiras. Episódios
vivenciados por praticantes e monásticos, preservados em livros e
anais da Índia, China e Japão. Alguns deles são chamados de koan,
que literalmente signiɹca proclamação pública, como quando um
imperador mandava aɹxar em praça pública seus éditos imperiais.
Durante o processo de prática espiritual, os Koans têm sido
usados para facilitar o rompimento entre as ideias da realidade e a
própria realidade. É preciso vivenciar a vida, e não apenas falar
sobre a realidade, ɹlosofar e, muitas vezes, se perder.
Há pessoas que se consideram religiosas, mas que destratam
pessoas, plantas e animais. Outras se dedicam à meditação e
abandonam suas atividades de manutenção e sustentação da vida. A
função dos mestres, das mestras, dos orientadores e das orientadoras
é perceber quando e onde a pessoa que pratica está presa. O uso de
Koans ajuda a libertar o ser das suas próprias amarras.
Há uma antiga tradição chinesa, fundada pelo mestre Rinzai
(falecido em 867), que sistematizou o uso de Koans para que todos e
todas as praticantes passem pelas barreiras do próprio eu e, por
meio de séries preestabelecidas e sucessivas de Koans, tornem-se
capazes de autenticar seu estado de iluminação perfeita.
A minha tradição é outra. Chama-se Soto Zen Budismo e também
teve sua origem, com esse nome de escola meditativa, na China
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