A Carne, o Riso, o Verso e o Vazio
Você tem fome de quê quando as luzes se apagam? Até onde tem coragem de provar do próprio abismo?
A Carne, O Riso, O Verso e O Vazio não é apenas um livro de cabeceira, mas uma sedução perigosa, um convite para despir a alma e tocar nas feridas que escondemos sob as roupas do cotidiano.
Escrito pela pena provocadora e maldita de Baltazar da Margem, esta obra não oferece o conforto morno das verdades mastigadas; é um manifesto poético, cru e impiedoso, que arranca as máscaras da decência para beijar o ser humano em sua totalidade: falho, lascivo, egoísta e, de um modo trágico, irresistivelmente sublime. Longe de qualquer polidez acadêmica, o autor usa a palavra como um estilete deslizando sobre a pele, abrindo fissuras profundas por onde escorrem as quatro essências da nossa existência: a Carne, com o seu pulsar febril e o peso de estar vivo, o corpo que deseja com fúria cega, que sofre em silêncio e apodrece sob a marcha implacável do tempo; o Riso, como o veneno doce que entorpece a dor, a ironia ácida servindo de mecanismo de defesa para zombar do absurdo enquanto flertamos com a beirada do precipício; o Verso, na febre de tentar, em vão e com fervor, nomear o indizível, o suor de quem luta contra o silêncio para dar contornos à agonia de existir; e o Vazio, a carícia fria da sombra onipresente, o abraço final onde o desejo, a palavra e a própria esperança se dissolvem sem deixar rastros. Se a paz é apenas uma mentira sussurrada aos anestesiados, esta obra é o beijo febril de quem se recusa a curar, transformando você no convidado de honra de um banquete onde o prato principal é a nossa própria ruína. Feito para os insones, os céticos e os que abominam o padrão e encontram beleza na escuridão, este é um mergulho indigesto, inebriante e absolutamente libertador.
Adquira agora, deixe-se devorar por estas páginas e descubra o que realmente resta quando a vida é consumida até a última gota.
