A Criança que Perdeu o Nome.
Ícaro nunca conseguiu caminhar no ritmo dos relógios. Enquanto a escola exige silêncio e respostas rápidas, sua atenção corre por corredores invisíveis, recolhe detalhes esquecidos e transforma o mundo em perguntas. Quando quatro letras passam a definir seus gestos — TDAH —, o menino sente que perdeu o próprio nome.
Entre consultas apressadas, cobranças familiares e a promessa de que existe uma maneira correta de ser criança, Ícaro encontra o psicanalista Teodoro. Em seu consultório, o silêncio não castiga: escuta. É ali que um desenho revela a entrada para o misterioso Teatro de Epidauro, um labirinto onde Freud observa das sombras, Nietzsche quebra relógios, Shakespeare conduz o drama e figuras da mitologia grega disputam o destino do menino.
Acompanhado por Lia, Ícaro precisará atravessar máscaras, diagnósticos e expectativas para descobrir quem fala quando todos falam por ele. No centro do labirinto, porém, não existe um monstro esperando para ser vencido, mas uma pergunta perigosa: cuidar significa compreender uma criança ou ensiná-la a desaparecer?
A Criança que Perdeu o Nome é um romance sensível, provocador e humano sobre infância, diagnóstico, medicalização e liberdade. Sem negar o valor da ciência ou dos tratamentos responsáveis, Walmer Nogueira questiona o momento em que uma hipótese clínica se transforma em sentença. Uma história para todos aqueles que acreditam que nenhum diagnóstico é capaz de contar uma vida inteira. Livro impresso em Papel Creme, 80g/m² P&B, no tamanho 16x23cm com 200 páginas. Este produto é feito sob demandas - será produzido especialmente para você após a compra. Por isso, o prazo de entrega pode levar alguns dias. Essa abordagem reduz desperdícios e estoques excedentes, contribuindo para uma produção mais sustentável e alinhada com boas práticas de ESG.
