A DOCE FRAGRÂNCIA

Português

Ela entrou novamente na loja como se o mundo lá fora não estivesse manchado de sangue.

O mesmo cachecol violeta. Os mesmos olhos famintos. Mas, dessa vez, ela o tirou.

— Você viu o noticiário?

— Vi.

— E acha que fui eu?

Davi não respondeu. Seu coração batia alto demais.

Ela caminhou até ele, tão perto que o perfume tomou conta do ar. Jasmim, menta... e algo a mais. Algo que fazia seus pulmões duvidarem da próxima respiração.

— Você ainda quer me conhecer? — ela sussurrou.

— Mesmo que isso me mate.

Ela sorriu. Triste. Quase com piedade.

— Então já é tarde demais.

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