A Gênese do Cinema Moderno: Rossellini, Bresson, Bazin - As Raízes Católicas e Fenomenológicas

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Imagem de capa para o Curso online A Gênese do Cinema Moderno: Rossellini, Bresson, Bazin - As Raízes Católicas e Fenomenológicas

Roberto Rossellini e Robert Bresson foram celebrados pelos críticos e teóricos de seu tempo (e além) como inauguradores e realizadores máximos do rigor ascético da linhagem estilística que ficou conhecida como “cinema moderno”. Outros cineastas foram considerados mestres ou gênios, mas somente eles foram reconhecidos como fundadores, que abriram um campo original aos outros. Ao lado deles, na gênese teórica do cinema moderno, nenhum outro nome rivaliza com a centralidade de André Bazin como o "Aristóteles da sétima arte", que nos legou categorias fundamentais - como a da "ontologia" da imagem fotográfica - para se pensar o cinema e entender a modernidade desta arte.

Rossellini, Bresson e Bazin são, portanto, a trindade fundadora do cinema moderno. Demonstrando sua primazia na gênese desta abordagem, mostro também por que constituem, mais propriamente, uma "trindade católica" - já que, declarada e reconhecidamente, tinham uma visão de mundo católica como raiz ética, cultural e espiritual da qual brotaram suas criações estéticas e conceituais. Tinham em comum, também, uma firme atitude anti-ideológica, fenomenológica. Eis, por meio de seus criadores, as raízes do cinema moderno: a fenomenologia e o catolicismo.

Trata-se da primeira apresentação mais detalhada que faço publicamente dos fundamentos da minha pesquisa sobre as raízes católicas e fenomenológicas do cinema moderno, que resultou em um livro (a ser publicado em 2025).

Explorando a triangulação [1] cinema moderno + [2] fenomenologia + [3] catolicismo - desvelo as profundas afinidades que há entre os três termos, e o fato de que a raiz católica, no cinema moderno, tem precedência sobre a raiz fenomenológica, pois é a única capaz de explicar o itinerário completo dessa estética paradoxal que, através do foco na presença física e bruta dos seres, visa à revelação do invisível na face visível do mundo, do espiritual no corpóreo, do eterno no temporal. É uma "poética da conversão", franciscana e agostiniana.

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