A Guerra dos "Ismos".

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Em um mundo dividido por muros invisíveis e verdades absolutas, "A guerra dos ismos" é o romance que chega como um antídoto para a alma. O autor Maicsom Vidal nos apresenta a Albano Valério, um redator de jornal em Esteio, no Rio Grande do Sul, que ao investigar objetos históricos de sua família — a Moeda, a Espada e o Camafeu — descobre que a raiz da discórdia mundial pode estar dentro da sua própria casa.

Alternando entre a rotina regionalista e uma jornada onírica de escala global, Albano precisa reunir sua família fragmentada para diagnosticar a "doença" do ódio tribal que consome o mundo contemporâneo. Dos diálogos densos sobre a "geometria da morte" da razão sem coração, até o contraste com o dialeto local ("guri", "bah", "cupinxa"), o leitor é levado por uma narrativa que passeia pela história, pela diplomacia e pela essência humana.

Mais do que uma ficção histórica, esta é uma obra urgentemente atual. Em tempos de polarização, o livro nos lembra que o cuidado humano deve preceder qualquer sistema político. Que a cura para a fúria dos "ismos" pode estar na simplicidade de um gesto e na capacidade de escutar.

Prepare-se para uma leitura que transita da melancolia urbana à esperança, e que usa a micro-história de uma família gaúcha para espelhar os grandes dilemas da humanidade. "A guerra dos ismos" não é apenas um livro; é um convite para enxergar o próximo antes da ideia. Uma joia da literatura reflexiva que precisa ser lida, discutida e, acima de tudo, sentida.

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