À Margem do Peito – A Cartografia dos Afetos e das Ausências

Português

Seja bem-vindo, vinda, vinde à margem do meu peito.

Os versos que você tem em mãos não nasceram do desejo de perfeição, mas da urgência de dar vazão ao que transborda por dentro.

São poemas curtos, gerados no silêncio das noites em claro, no balanço morno das tardes cinzas e nos desassossegos que a vida teima em nos causar.

Escrever, para mim, sempre foi uma forma de navegação. Às vezes as águas são calmas, noutras, o peito desmantela e a saudade atraca feito barco pesado.

Se a vida moderna nos pede feeds floridos e sorrisos sem pretexto, a poesia me resgata para lembrar que o coração é bicho besta: sente, sangra, mas também encontra o seu próprio ninho.

Deixo aqui um pedaço do meu ser. Que estas linhas possam, de alguma forma, acolher também os seus desatinos e fazer morada no seu refúgio.

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