A psiquiatria hoje: reflexões necessárias
Defendo uma saúde mental crítica e transdisciplinar.
Aposto em um trabalho que se surpreenda com a palavra, que possa construir algo novo através de cada encontro.
Que possamos nos guiar por uma ética que não seja a da adaptação social ou da exclusão, mas, sim, a da autenticidade do sujeito.
Considero muito importante a construção de saídas singulares para o sofrimento psíquico, que só podem ser elaboradas pelo sujeito que encontre um outro disponível a escutá-lo.
Há tempos penso em organizar os conteúdos relacionados ao trabalho em saúde mental que defendo em um curso estruturado. E finalmente estará em prática a partir do dia 28/11/2022 (cronograma abaixo).
Acredito muito na importância desse debate, dessas conversas, da possibilidade de estudantes e trabalhadores de saúde mental acessarem essa perspectiva mais crítica (e sim, transmitida por uma psiquiatra, por que não?)
Afinal, conteúdo na internet que ensina definir e categorizar o sofrimento mental já existem aos montes (não estou minimizando a importância).
Mas pensar nossas práticas com crítica pode ser definidor para melhora da assistência. Seja no SUS ou no serviço privado.
Cronograma:
28/11/2022 - Medicalização e medicamentalização na saúde mental
05/12/2022 - O diagnóstico psiquiátrico e as repercussões clínicas
12/12/2022 - O psicofármaco e os discursos que acompanham a prescrição
19/12/2022 MBE e perspectivas críticas: encontros e conflitos.
09/01/2023 Relações entre o neoliberalismo e o sofrimento mental
16/01/2023 - Manicômio não é só o hospício: o que são práticas manicomiais? O que é uma postura antimanicomial?
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