A Sombra da Lua

Português

Na densa floresta de Carvalho Negro, um lugar onde os raios de sol mal conseguem penetrar entre os galhos entrelaçados, havia uma antiga lenda. Dizia-se que, nas noites de lua cheia, criaturas meio humanas, meio lobos, percorriam os caminhos sombrios entre as árvores centenárias. Os habitantes da pequena vila ao redor da floresta temiam esses seres, h id

conhecidos como os Guardiões da Lua, mas poucos ousavam aventurar-se além das fronteiras seguras da civilização.

Entre os moradores da vila, havia uma jovem destemida chamada Elena. Desde criança, ela ouvia as histórias dos lobisomens com fascinação misturada com um toque de medo. Mas ao contrário dos outros, que evitavam a floresta f

como se fosse um abismo sem fundo, Elena sentia uma estranha atração pelo mistério que envolvia aquele lugar sombrio.

Em uma noite de lua cheia, quando os murmúrios inquietantes da floresta pareciam sussurrar convites ocultos, Elena decidiu que era hora de desvendar os segredos que tanto a intrigavam. Ela esperou até que todos na vila ti d i d

estivessem dormindo profundamente e, com passos cautelosos, adentrou a floresta proibida.

Os sons da noite ecoavam ao seu redor: o farfalhar das folhas sob seus pés, o chamado distante de uma coruja, e ocasionalmente, um uivo distante que parecia mais humano do que animal. Elena avançava com coragem, guiada por uma mistura de i id d

curiosidade e nervosismo.

À medida que a lua alcançava o seu auge no céu noturno, um arrepio percorreu a espinha de Elena. Ela parou abruptamente ao avistar uma figura entre as sombras das árvores. Era alta e esguia, com olhos que brilhavam como âmbar na escuridão. Um lobisomem, real e palpável diante dela.

M i é d

Mas ao invés de se lançar em um ataque feroz, como as histórias diziam, o lobisomem apenas a observava com uma intensidade que cortava através da noite. Elena sentiu-se capturada por aquele olhar, incapaz de se mover ou de gritar. Ela viu na criatura não apenas a fera temida, mas uma inteligência e uma tris

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