Cinzas de São Paulo

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Prefácio

São Paulo nunca dormiu. Era uma cidade de concreto e caos, onde o ronco dos motores, o burburinho das feiras e o pulsar da vida nunca cessavam. Em 11 de junho de 2025, ela silenciou. Um veneno invisível, sem nome ou origem, varreu o mundo em minutos, transformando a metrópole em um cemitério de asfalto e memórias. Os mortos se ergueram, famintos, e os vivos, poucos e frágeis, foram deixados para enfrentar um inferno que nenhum mapa, nenhuma história, nenhum jogo poderia prever.

Cinzas de São Paulo é a história de dois desses sobreviventes — Carlos, um jovem programador que conhecia zumbis pelos pixels de uma tela, e Jéssica, uma garota do interior que sonhava com mapas e um futuro melhor. Em uma cidade despedaçada, onde o cheiro de morte se mistura ao diesel e o silêncio é mais aterrorizante que os gritos, eles lutam não apenas contra as criaturas que vagam pelas ruas, mas contra o desespero que ameaça engolir o que resta de sua humanidade.

Este não é um conto de heróis ou vilões. É sobre pessoas comuns, forçadas a encontrar coragem em meio ao luto, força em meio ao medo, e esperança em um mundo que parece não ter mais nada a oferecer. Enquanto atravessam as ruínas de São Paulo, de becos escuros a rodovias esquecidas, Carlos e Jéssica nos lembram que, mesmo nas cinzas, algo pode renascer. Mas a que custo?

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