Compasso

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Não é de hoje a ideia de que a precisão matemática e a suposta “pureza” das formas geométricas faz parte do discurso de nós, designers gráficos. Estudando tipografia por já algum tempo e aprendendo sobre todas as pequenas alterações e ajustes que essa geometria sofre para se adaptar melhor ao imperfeito olho humano, me vi com um novo jeito de enxergar as coisas.

A Compasso de certa forma é um resultado desse meu crescimento como designer. Fontes estabelecidas e reconhecidas como a Futura, Avenir e suas predecessoras (entre elas e em especial a Tempo – publicada pela fundidora Ludlow no início do século XX) informaram em algum nível o resultado da Compasso. Outras me abriram a cabeça para possibilidades. Mallory, Azo Sans, a fonte desenhada para Audi pela Bold Monday e outras tantas fontes sem-serifa contemporâneas que me fizeram cair o queixo são também responsáveis por detalhes presentes nessa fonte.

Desde o primeiro rabisco, a família cresceu para ambos os lados, ganhando contrapartidas condensadas e estendidas. A partir daí – e de uma sacada brilhante da designer Nicole Rauen – aprendi que a Compasso não era sobre geometria. Compasso é sobre ritmo. É sobre o ritmado movimento que dá base, que sustenta e que também faz dançar e arrepiar.

Meu gosto musical é eclético demais, vou do clássico ao funk em menos de duas músicas no Spotify. A Compasso é, também, eclética. Uma fonte para levar seu projeto para qualquer lugar, um disco para ouvir em qualquer ocasião.

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