Comunicação não verbal na clínica
Aula em vídeo de 1h45 minutos. Acompanha roteiro de aula para ser baixado.
A Comunicação Não Verbal na Clínica Psicanalítica
Os 16 exemplos clínicos apresentados nessa aula estarão relacionados aos conceitos de comunicação não verbal, acting in e enactment.
- A ideia de que o paciente se comunica de outras formas além de palavras está presente desde os primórdios da psicanálise.
-Nos estudos sobre a histeria Freud, em uma passagem, dá especial atenção às feições da Sra. Emmy Von N. na primeira vez que a viu, deitada num sofá (tensa, pesarosa, etc.).
-Em várias passagens do Homem dos Ratos, de 1909, Freud menciona as expressões faciais do paciente.
- Em 1917 Freud interpreta a ação de um paciente que deixa a porta da sala de espera aberta como se dissesse que acredita que o analista não receberá outros pacientes.
- Em recordar, repetir e elaborar Freud diz que o paciente não recorda que era crítico com os pais, mas se comporta dessa forma com o analista.
- Analistas pós freudianos continuaram a dar importância à comunicação via ação. Foram muitos os que estudaram e enfatizaram a comunicação não verbal na clínica.
Acting in
- Expressão criada para diferenciar ações que ocorrem dentro da sala de análise (acting in), das que ocorrem fora (acting out).
- É uma ação no lugar de um processo de pensamento.
- Algo é colocado em ação ao invés de palavras.
- Pode ser, portanto, uma forma de resistência.
- Mas pode ser também a única forma de algo irrepresentável vir à tona.
Enactement
- É um termo popular na clínica contemporânea.
- Pode significar uma atuação da dupla.
- Um ponto central de enactment parece ser o fato dele parecer algo real e normal, quando está no lugar de fantasias inconscientes.
Os exemplos clínicos apresentados na aula serão divididos conforme itens abaixo:
• enquanto organiza a primeira sessão.
• quando o paciente chega para a primeira sessão,
• durante a consulta inicial.
• durante a fase inicial da análise,
• durante a fase intermediária e final
