Curso de Teorias das Imagens no Cinema
Esse curso apresenta um percurso consistente e didático pelas teorias da imagem no cinema, articulando estética, filosofia e política, com foco em como as imagens produzem sentido, memória e conflito no mundo moderno.
O curso começa com André Bazin, discutindo o realismo cinematográfico como escolha ética e ontológica. Plano-sequência, a profundidade de campo e a recusa da montagem manipuladora, mostrando como, até os anos 1940, o cinema acreditava possuir meios técnicos suficientes para dar conta do real sem traí-lo.
Vemos o problema do realismo impossível, entendendo por que o cinema moderno passa a reconhecer os limites da representação e abandona a ideia de transparência da imagem diante do mundo.
Temos Walter Benjamin e sua teoria da imagem dialética, a noção de constelação, mostrando como certas imagens fazem tempos históricos distintos colidirem, produzindo choque, pensamento e interrupção da narrativa do progresso.
Com Georges Didi-Huberman trabalhamos os conceitos de imagem fantasmagórica, sobrevivência (Nachleben) e imagem traumática. Por que traumas históricos geram imagens duráveis e como o cinema responde a esses eventos criando formas estéticas inovadoras, sem banalizar a violência nem apagar a memória.
Temos Jacques Rancière, com foco na partilha do sensível. Como a política das imagens está ligada a quem pode aparecer, falar e ser percebido. O cinema é pensado como prática que redistribui o visível, o dizível e o audível, produzindo novos modos de percepção do mundo.
Guy Debord e a sociedade do espetáculo, compreendemos como as imagens se tornam mercadoria, separação e passividade, e como o cinema pode tanto reproduzir quanto tensionar essa lógica.
Gilles Deleuze, onde Bergson aparece apenas como base filosófica. A imagem-movimento, a imagem-tempo e o conceito de imagem-cristal, o cinema como pensamento em ato e não como falso movimento.
Um curso para quem quer analisar o cinema com rigor conceitual, clareza didática e profundidade teórica.
