Da Indústria 2.0 para a 5.0 - Dados quem não mede, não melhora
Existe uma confusão generalizada entre "ter dados" e "ter big data". Big data refere-se a volumes, velocidades e variedades de informação que exigem infraestrutura especializada — terabytes de dados, processamento em tempo real de milhões de eventos, machine learning sobre bases massivas. Isso descreve a Amazon, o Mercado Livre, bancos digitais. Não descreve uma metalúrgica de 40 funcionários no interior do Rio Grande do Sul, por exempo.
A confusão tem um efeito paralisante: donos de PME ouvem falar de "dados como o novo petróleo", associam isso a projetos caros e complexos, concluem que "não é para o meu tamanho de empresa" — e continuam sem medir absolutamente nada. O resultado é o pior dos mundos: nem big data, nem dado básico.
A verdade é mais simples e mais acessível: medir o básico — prazo de entrega, retrabalho, satisfação do cliente, custo por pedido — não exige nenhuma tecnologia sofisticada. Exige decisão, disciplina e uma planilha.
