Desabafos que Não Curam: a verdade sobre a catarse
Escrito Psicanalítico - Teórico e Implicativo
Este escrito não é um alívio.
É um atravessamento.
“Desabafos que Não Curam: a verdade sobre a catarse” nasce da urgência de interrogar uma das práticas mais romantizadas tanto na psicologia popular quanto nos discursos cotidianos: o desabafo.
Mas... será que falar basta? Será que o grito liberta? Ou seria ele, muitas vezes, a repetição do mesmo gozo que aprisiona?
Inspirado na clínica psicanalítica freudiana e lacaniana, este Escrito propõe uma travessia crítica e poética sobre o conceito de catarse — desde sua origem na tragédia grega até os impasses éticos e clínicos do mundo contemporâneo, onde o sofrimento virou conteúdo e a dor, um espetáculo.
Aqui, o leitor será convocado a:
Revisitar os fundamentos da catarse em Aristóteles, Freud e Breuer;
Compreender por que Freud abandonou o método catártico e como isso marcou a invenção da psicanálise;
Distinguir ab-reação, acting out, passagem ao ato e ato analítico;
Analisar como a cultura digital banalizou a descarga emocional, confundindo exposição com elaboração;
Refletir sobre o lugar do analista diante de falas intensas, gritos, lágrimas e silêncios.
Este não é um Escrito para aprender a “acalmar o paciente” —
é um convite à escuta real, que não cede ao alívio imediato, mas sustenta o tempo da verdade do sujeito.
A catarse pode ser um começo, mas nunca é um fim.
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