Deveria chamar-se Ava “O Ajuste que o Desalinho não Ajustou, num Descuido Muito Caro!”
Onde a festa termina, o pesadelo e a eternidade começam.
Em uma noite de sexta-feira, em agosto de 1989, a jovem e magnética Ava — como o narrador decide chamá-la para preservar sua identidade — veste sua melhor roupa, pronta para ser o centro das atenções em mais uma noite de dança e sedução. O que ela não sabe é que, sob as luzes multicoloridas da pista de dança, seu destino já estava sendo traçado por mentes obscuras e instintos cruéis.
Neste relato visceral e espiritual, o autor Williams Frazão atua como um amanuense do além, transcrevendo a história verídica contada pela própria protagonista, que agora narra os fatos "do outro lado do véu". Com uma honestidade brutal, Ava revela sua vida de paixões imediatas, o conflito entre a maternidade e a juventude, e o erro fatal de aceitar uma carona que transformou o caminho de casa em um corredor para o abismo.
Deveria Chamar-se Ava não é apenas o relato de um crime bárbaro que chocou Manaus; é um mergulho na agonia de uma alma que luta para ser compreendida e na dor de um narrador que se vê obrigado a testemunhar, através de visões espirituais, os últimos e terríveis momentos de uma vida ceifada precocemente.
Uma história sobre a fragilidade da vida, a brutalidade humana e a busca por justiça que transcende as leis dos homens, encontrando abrigo nas leis de Deus.
