Dinheiro é tabu?
Dinheiro é um grande tabu, ainda que um item indispensável para a vida em sociedade. Seja na vida pessoal, seja no ambiente do trabalho, o que se relaciona ao financeiro desperta, no mínimo, fantasias - e em alguns casos, desconforto, dificuldades, paranoia.
No sistema capitalista que nos rege, dinheiro é necessidade e também poder. No que tange à psicanálise, as questões financeiras são geralmente envoltas em mistério. Apesar de sermos advertidos por Freud dos poderosos fatores sexuais presentes na relação com o dinheiro, raramente falamos sobre o tema, tanto na graduação como nos seminários e até mesmo nas supervisões, que seriam espaços protegidos e favoráveis ao debate.
Quais as motivações para que esse assunto siga sendo um tabu? Por que é tão raro falarmos disso?
Como e quanto cobrar?
Com ou sem recibo?
Cobrar ou não faltas?
E as férias?
Por que ainda resistimos tanto a discutir entre colegas algo que faz parte da realidade concreta e que pode possibilitar ou impedir um tratamento analítico? Pudor, dificuldades ou reserva (de mercado)?
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