Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria: Diretrizes, Cuidados, Protocolos e Referências

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A saúde mental é entendida atualmente como um estado de bem

estar no qual o indivíduo reconhece suas próprias capacidades, pode

lidar com os estresses normais da vida, trabalhar de forma produtiva e

contribuir para sua comunidade. Essa concepção amplia a noção

clássica de ausência de doença, reconhecendo que o sofrimento

psíquico pode se manifestar em diferentes intensidades e contextos. A

psiquiatria, enquanto especialidade médica, dedica-se ao estudo,

prevenção e tratamento dos transtornos mentais, e a enfermagem em

saúde mental surge como área essencial para o cuidado integral e

contínuo da pessoa em sofrimento psíquico.

Historicamente, a atenção à saúde mental foi marcada por práticas

de exclusão social e institucionalização. Os manicômios e hospitais

psiquiátricos foram, por muito tempo, o espaço predominante de

tratamento, caracterizados por isolamento e violação de direitos. No

entanto, o movimento da Reforma Psiquiátrica, iniciado na década de

1970 em diversos países, e consolidado no Brasil com a Lei nº

10.216/2001, transformou essa lógica, colocando em foco a cidadania e a

reinserção social do paciente. A criação da Rede de Atenção

Psicossocial (RAPS), por meio da Portaria nº 3.088/2011 do Ministério da

Saúde, consolidou o modelo de atenção comunitária, tendo os Centros

de Atenção Psicossocial (CAPS) como protagonistas.

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