A Finitude Humana: consciência e negação.
Aos três aninhos de idade minha única filha, Giovana Martins, se coloca à minha frente intrigada; mãozinhas na cintura como querendo alguma satisfação, pergunta:
__ Papai..., a gente morre?!!!
Pensei:
__Diabos!!! Onde ela ouvira esse “absurdo”...
Fui investigar acerca do modo pelo qual o homem se relaciona psicamente com sua condição de finitude, percebe-se que para firmar sua existência necessita ser reconhecido, isso o faz querer destacar-se dos outros, sair do estático do grupo, não ser coisificado, ou seja, ser reconhecido como alguém que existe, o próprio ato de existir imbrica em colocar energia para negar a morte. Desamparado pela natureza que não se preocupa com o indivíduo, mas apenas com a perpetuação da espécie, nosso ser cognoscente se angustia, no entanto é no próprio conceito de angustia que o homem poderá sair da inautenticidade e protagonizar sua própria história.
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