FORMULAÇÃO DE CASO E CONCEITUALIZAÇÃO COGNITIVA: do dado clínico à hipótese funcional
O objetivo deste material é orientar, de forma técnica e aplicada, como preencher corretamente cada item de uma formulação de caso com conceitualização cognitiva, indicando o que fazer e o que evitar, com base na literatura clássica e contemporânea em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental e em formulação de casos baseada em evidências.
O foco não é produzir descrições narrativas longas, mas formular hipóteses clínicas funcionais, testáveis e úteis para o planejamento da intervenção. Por essa razão, o tom é deliberadamente normativo em várias passagens: há modos de formular que são tecnicamente insuficientes, e nomeá-los com clareza é parte da função pedagógica deste livro.
A obra está organizada em sete partes. As três primeiras tratam da formulação em si, seus fundamentos, seus doze componentes e o contraste entre redação frágil e redação robusta. A quarta e a quinta tratam do que costuma desorganizar a formulação na prática: o uso indevido de instrumentos e a aplicação automática de padrões diagnósticos. A sexta explicita erros graves e oferece rubrica de avaliação. A sétima acompanha um caso do início ao fim, incluindo a revisão do modelo, que é onde a formulação mostra que estava viva.
