Como está sua Entrevista Inicial: Um instrumento de autoavaliação para quem não quer improvisar
Este Guia de Autoavaliação da Entrevista Inicial não é um teste. E definitivamente não é um rótulo.
Ele foi criado como uma ferramenta de desenvolvimento profissional, para psicólogos que desejam olhar com mais clareza, honestidade e responsabilidade para a própria prática clínica.
Eu costumo dizer que a entrevista inicial é onde muita coisa começa. E, às vezes, onde muita coisa se perde. Por isso, essa autoavaliação funciona como um mapa clínico: ela te ajuda a enxergar onde sua condução já está bem sustentada e onde ainda é possível fortalecer o raciocínio, ganhar mais segurança e dar mais consistência às decisões que você toma em clínica.
Ao longo do instrumento, você será convidado(a) a refletir sobre aspectos que realmente sustentam o raciocínio clínico, como:
◆ A forma como você inicia a entrevista;
◆ A organização das informações históricas;
◆ A investigação de temas sensíveis;
◆ A construção de vínculo e rapport;
◆ A coerência entre escuta, registro e decisão clínica.
Esses elementos são a base de qualquer decisão clínica posterior, inclusive (e especialmente) em contextos de risco.
Ao responder a autoavaliação, você passa a ter uma visão estruturada dos seus pontos fortes e das possíveis lacunas da sua entrevista inicial. Isso permite direcionar estudo, treino e aprofundamento de forma consciente, ética e responsável.
Porque, no cuidado em saúde mental, o que protege o paciente e o profissional é um raciocínio clínico bem sustentado.
Importante deixar claro:
◆ Este é um instrumento de autoavaliação formativa;
◆ Não é um instrumento diagnóstico;
◆ Não é uma avaliação de competência profissional.
É um convite ao amadurecimento clínico, com critério, consciência e cuidado.
