A Arte da Guerra

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A arte da guerra pela primeira vez em 2004, quando estava em um momento simbólico de minha vida acabar de completar trinta anos. Naquele ano, eu voltava ao Brasil após viver alguns meses no exterior, objetivando reordenar minhas escolhas de vida. Foi um sabático precoce, necessário a um profissional que vinha colhendo sucesso em sua carreira, mas que vinha carregando consigo umexcesso de funções e sobrecarga de trabalho. Esse desequilíbrio ameaçava minha capacidade criativa e não me permitia refletir adequadamente sobre importantes escolhas. Parar foi necessáriopara reorganizar as ideias, “zerar” a agenda, fazer planos e voltar a estudar assuntos fora de minhaárea de atuação. A obra de Sun Tzu foi um desses assuntos. Como era um momento de reflexão, planos e grandes escolhas, a leitura me influenciou bastante Mudei a maneira de tomar decisões, de decidir os passos que daria adiante na carreira e de negocios, condições contratuais para cada novo trabalho. Mudei também a maneira de conduzir minhasatividades profissionais, ouvindo menos as pessoas que teriam a ganhar com minha fragilidade edando mais atenção a quem teria a ganhar com minha força.Nunca me considerei uma pessoa agressiva, tampouco bom negociador. Continuo assim. Sempre quepreciso tomar uma grande decisão de consumo, levo meu exército comigo — meu pai e minha amadaAdriana, esses sim, bons negociadores. Mas, após a leitura de A arte da guerra, passei a encarar de outro modo as situações potencialmente estressantes. Isso contribuiu até para diminuir meu estresse. Certamente, outras leituras que fiz após essa contribuíram bastante para meu planejamento pessoal e de negócios, mas poucas me apresentaram uma filosofia tão direta e simples quanto os ensinamentos de Sun Tzu. A cada “batalha” que enfrento, não tenho como não me lembrar de alguns ensinamentos aqui aprendidos.

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