A BÚSSOLA DE SI MESMA: Onde o tempo parou de doer

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A Bússola de Si Mesma: Onde o tempo parou de doer

Mily não apenas perdeu Andry; ela perdeu a própria bússola. Em uma Vancouver que se tornou o cenário claustrofóbico de um amor interrompido, cada rua, cada reflexo nas águas da baía e cada luz da cidade ecoa um silêncio ensurdecedor que ela não consegue silenciar.

Para Mily, o luto não é um processo, mas uma prisão. Aprisionada em um labirinto de memórias onde as sombras de um passado feliz a perseguem, ela se vê forçada a escolher entre a estagnação de sua dor e o terror de recomeçar. Mas, nas entrelinhas das coincidências que o destino lhe impõe, ela descobre um caminho sombrio, porém necessário: a curadoria de sua própria agonia.

Da agonia do vazio em Vancouver à ascensão impiedosa em Milão, esta é a crônica de uma mulher que precisou ser despedaçada para se reconstruir. Entre a arte que sangra sentimentos e a frieza de um horizonte aberto, Mily caminha sobre os cacos de uma vida que desmoronou para provar que, quando se perde tudo, a única direção possível é aquela que a própria alma, em sua versão mais crua e solitária, se atreve a ditar.

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