A Canção que Meu Pai Não Ouviu
Felipe Guerreiro está prestes a subir ao palco quando recebe uma notícia que muda tudo: seu pai, o Coronel Ubirajan, foi diagnosticado com otosclerose avançada e pode perder a audição em poucos meses. Esse fato reacende antigas feridas entre pai e filho, marcadas pela escolha de Felipe de seguir a música em vez da carreira militar esperada pela família.
De volta à casa em Curitiba, Felipe reencontra um pai rígido, que a princípio rejeita qualquer obra criada pelo filho. Aos poucos, porém, a escuta de “Silêncio Entre Nós” abre espaço para uma reconciliação construída em gestos sutis, conversas sobre o processo criativo e uma apresentação íntima em família, capaz de tocar profundamente Ubirajan.
Consciente do tempo limitado, Felipe decide aprender linguagem de sinais para manter a comunicação com o pai quando a surdez se completar. Com o apoio da mãe, da irmã Renata e da namorada Juliana, os dois desenvolvem uma forma própria de contato, combinando sinais, escrita e vibração musical, fortalecendo um vínculo renovado entre eles.
No desfecho, dois anos após o diagnóstico, Felipe segue sua trajetória artística e celebra uma nova etapa de sua vida, marcada pela reconciliação e pela permanência do afeto.
