ACORDAR
ACORDAR
(ou: a cor dar à vida que parecia cinza demais)
Existem despertares que não fazem barulho.
Não vêm com epifanias.
Não têm cheiro de café recém-passado nem trilha sonora.
Às vezes, acordar é só erceber que você não parou de correr um segundo sequer.
Correu para dar conta.
Correu para não desapontar.
Correu para conquistar a liberdade —
mas esqueceu que liberdade também mora nos passos lentos.
Você estava tentando chegar lá.
Lá onde “vai dar tudo certo”, onde “vai sobrar tempo”, onde “vai doer menos”.
Mas talvez, o que te salva não é chegar.
É finalmente chegar em si.
ACORDAR não é um curso.
É um convite a habitar seu próprio corpo, a cor dar ao tempo que você atravessa no automático.
É aprender o que ninguém ensinou:
que antes da performance vem a percepção.
Antes da resposta, o respiro.
Antes do autocontrole, a autoescuta.
E é também, com poesia e verdade: “a cor dar”.
Dar cor ao toque que ficou sem sentido.
Dar cor ao dia que parecia só mais um.
Dar cor ao silêncio que você antes chamava de “vazio”.
Este é um caminho para quem:
– vive em alerta e não sabe mais o que é descansar de verdade
– sente que está sempre se perdendo de si, mesmo fazendo tudo certo
– quer aprender a responder ao mundo sem se abandonar no processo
Você vai treinar:
– Perceber o que acontece em seu corpo
– Identificar os padrões que te afastam da sua presença
– Esperar, mesmo quando tudo grita urgência
– Responder com inteireza e clareza, do seu jeito
Acordar não é mágica.
É treino.
E todo treino começa com uma pausa que você nunca se permitiu.
Venha fazer essa pausa.
Venha acordar.
