Investidor de Sucesso
Arealidade dos juros baixos no mundo finalmente chegou ao Brasil e, com ela,
novos desafios aos investidores. Se antes era possível obter boa rentabilidade com
risco relativamente baixo em nosso país, hoje o contexto é diferente.
A queda da taxa Selic a patamares inéditos colocou em xeque o chamado
“rentismo”, situação em que os poupadores conseguiam obter taxas brutas de
retorno de dois dígitos sem fazer muito esforço: bastava adquirir títulos públicos e
privados de empresas com boa classificação de crédito, mais uma leve pitada de
renda variável, e voilà — receita pronta para uma carteira de investimentos
imbatível.
Com a inflação dentro da meta e os juros atualmente na casa dos 2%, não é
difícil perceber que a rentabilidade real dos produtos tradicionais de renda fixa está
no vermelho, pelo menos no curto prazo.
O terreno também não é favorável na bolsa de valores. As fortes oscilações
que temos visto em razão de tensões políticas e econômicas no país e no mundo,
agravadas por “cisnes negros” como a pandemia do novo coronavírus, ameaçam
grande parte do patrimônio do investidor médio brasileiro, não acostumado com o
sobe e desce das ações.
O que fazer diante de um cenário tão desafiador como esse?
