O Evangelho sem Religião
Escrevi este livro porque uma frase se tornou cada vez
mais difícil de ignorar: Jesus Cristo não pode ser
reduzido ao comportamento das pessoas que dizem
representá-lo. Ao longo dos anos, vi gente se aproximar
da fé por causa do testemunho de cristãos e vi gente se
afastar por causa de experiências dolorosas. As duas
realidades merecem ser ouvidas.
“O Evangelho sem Religião” não é uma tentativa de
destruir a Igreja. Seria contraditório. O próprio Novo
Testamento apresenta uma comunidade formada,
ensinada, corrigida e enviada por Cristo. Minha
preocupação é outra: perguntar o que acontece quando
aquilo que construímos para servir ao Evangelho
começa a ocupar o lugar do Evangelho.
Quero conversar com quem ama a Igreja, com quem se
decepcionou com ela, com quem nunca entrou em uma,
com o estudante de Teologia e com a pessoa que não
conhece o vocabulário cristão. Por isso, procuro usar
linguagem teológica sem transformar a leitura em uma
prova acadêmica. Quando um termo técnico for
necessário, ele será explicado. Quando a história for
importante, ela será contextualizada.
