O quê aprendi na Umbanda

Português

Isso não é um curso, é uma partilha oral sobre algumas coisas que aprendi na Umbanda. Um conhecimento que surge a partir dos meus estudos sobre alquimia, espiritualidade, filosofia, comunidade e dos ensinamentos das entidades que trabalham na Casa de Umbanda União e Caridade.

Para isso, é importante delimitar um ponto de partida para a nossa prosa:

A Umbanda é uma religião aberta. Cada casa de Umbanda, toda casa de Umbanda, tem total autonomia e liberdade para postular seus ritos e práticas de acordo com o seu território e comunidade.

Sendo assim, é importante frisar – e frisarei sempre que possível – que a Umbanda aqui apresentada e debatida parte da minha jornada na CUUC. Não se propõe a questionar nenhum rito ou casa de qualquer lugar, mas apenas a compartilhar as lógicas percebidas, para que possam vir a somar e/ou auxiliar na jornada espiritual de cada um.

Os Pretos Velhos da casa sempre nos lembram que tudo tem sua função e que nada é só bom ou só mal. Por trás de lógicas tão simples, existem fundamentos e compreensões que atravessam inúmeras cosmovisões e entendimentos que nem sempre estão postos ou correlacionados à Umbanda.

Assim, neste primeiro módulo, o objetivo é apresentar esses fundamentos básicos para o despertar da jornada espiritual dentro ou a partir da Umbanda.

Meu objetivo é que você consiga entender melhor algumas questões trazidas pela Umbanda – através de pontos, lógicas e conversas com entidades – para que você se fortaleça na sua caminhada, na sua fé e no seu alinhamento com a própria espiritualidade.

Esta conversa é para quem quiser escutar. Não apresento aqui postulados, mas entendimentos e reflexões a partir da Umbanda sobre o todo, e do todo para a Umbanda... ou para o nada, também.

Os Velhos sempre dizem que religião é coisa deste plano. Lá em cima, é tudo a mesma coisa; e é por isso que os conhecimentos se encruzilham mesmo. E penso que assim devemos, com certeza, fazê-lo.

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