O QUE OS BANCOS NÃO TE CONTAM
O Dia em que Decidi Abrir o Jogo
Foram 30 anos. Três décadas a atravessar as portas giratórias de vidro blindado, a sentar-me em cadeiras de couro e a analisar números que, para muitos, eram apenas estatísticas, mas que eu sabia serem os sonhos, as casas e o sustento de famílias inteiras.
Durante muito tempo, acreditei que o sistema era justo. Que as regras eram claras e que bastava ser um "bom pagador" para ter as portas abertas. Mas, com o passar dos anos e a evolução dos algoritmos, percebi uma verdade sombria: o banco não quer que você seja apenas um bom pagador; o banco quer que você seja um cliente lucrativo e, preferencialmente, desinformado.
Vi pessoas com saldos elevados terem crédito negado por causa de uma "mancha" invisível no SCR. Vi empresários desesperados serem empurrados para a Tabela PRICE (a mais cara), quando a SAC seria a salvação do seu fluxo de caixa. E vi, acima de tudo, o silêncio dos gestores.
Este livro não é um ataque às instituições, mas sim uma libertação para o cliente. Decidi que não podia levar este conhecimento para a aposentadoria sem antes equilibrar o jogo. Hoje, como Carlos Eduardo, abro o código. As chaves do cofre estão, finalmente, nas suas mãos.
