Historinhas da VOVÓ ZÉLIA

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Tenho seis netos e quando eles eram crianças, me pediam para contar historinhas. Eu, então, precisava usar de muita imaginação para inventá-las, pois eles sempre me pediam mais, mais e mais. Era bem divertido, a gente se alegrava muito com as histórias.

Com o tempo fui acumulando experiências, escrevendo poesias contando o cotidiano das pessoas, da minha própria infância, do lugar onde morei, das crianças e bichinhos que fizeram parte da minha história. Cheguei a publicar dois livros, mas para gente adulta.

Até que pensei! Por que não escrever para os pequeninos? Nasceu daí o meu desejo de fazer um livro, para que outras crianças também possam se alegrar com as historinhas da vovó Zélia, assim como os meus netos se alegravam tanto.

Acredito que crianças de todos os lugares terão a mesma sensação de aventura, por causa da pureza que é própria dessas criaturinhas maravilhosas.

Não fosse assim, Jesus jamais teria dito: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Ainda mais: “Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor”.

Sou Grata a Deus que me deu entendimento e sabedoria para escrever coisas simples, ingênuas e puras, assim como o salmista dizia: “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, pois escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos”.

Maria Zélia De Marqui Citeli

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