Inteligência artificial na produção do conhecimento científico
EM POUCOS MESES, a inteligência artificial generativa deixou de ser tecnologia de laboratório para se tornar presença cotidiana em bancas, salas de aula e escrita acadêmica. A formação metodológica, essa, não acompanhou a chegada.
Este livro se dirige a pesquisadores e estudantes que querem usar IA na pesquisa sem abrir mão do que forma um pesquisador: formular perguntas, avaliar evidências, construir argumento e reconhecer os limites do que se sabe.
Em oito capítulos e um caderno de oficinas práticas, o texto percorre o campo inteiro. Vai do mapa de ferramentas à engenharia de prompt, da busca semântica à escrita assistida, dos vieses algorítmicos ao colonialismo epistemológico digital, da ética autoral ao cenário regulatório brasileiro.
O fio condutor é direto. Ferramentas de IA são instrumentos de mediação entre o pesquisador e o conhecimento. Como todo instrumento, exigem que o operador conheça suas possibilidades, seus limites e as condições em que seu uso é legítimo. Para o pesquisador brasileiro, esse uso passa por uma exigência adicional: não delegar ao algoritmo a leitura do mundo que ele tem o trabalho de produzir.
