Lia a menina que gostava de pular
Esse livro, escrevi logo após recebermos o diagnóstico de autismo e TDAH em minha filha. Escrevi como uma forma de começar falar sobre autismo com ela, a introduzir o assunto de uma forma natural. No dia em que terminei o livro, eu imprimi e assim que ela chegou da escola mostrei e entreguei o livro. Lemos juntas e a cada página ela se identificava com a personagem, a Lia, dizendo: - Mãe, eu também gosto de fazer isso!
E assim, ela se reconhecendo na Lia, eu podia começar a naturalizar o termo autismo. Depois, eu escrevi outro livro sobre a Lia e ela já estava mais familiarizada com o termo. Até que um dia, em um passeio de família, comecei a falar sobre autismo. Perguntei se ela sabia o que era e se conhecia alguma pessoa autista. Eu disse que ela é uma criança autista, mas que isso em nada diminui sua inteligência e capacidade. Conversei sobre ser diferente e ao mesmo tempo sermos iguais, dignos do mesmo respeito. E assim fluiu nossa conversa sobre quem ela é! E assim desejo que sempre seja, que o AUTISMO seja algo NATURAL para ela e para todos!
