Mariologia, Demonologia e Angeologia bíblica em relação
O problema da existência angélica define a natureza e a função dos seres espirituais. Contudo, é raro encontrar quem toma a existência angélica como evidência para definir os demônios. O mesmo tipo de
problema surge na exegese que normalmente tende a ignorar a questão angélica dentro da cristologia e como fundamental para a compreensão mariológica.
A solução será portanto pensar com mais cuidado acerca daquilo que entendemos como Anjos, Demônios, Salvação, Perdição, Maria, Redenção, Escatologia, Comunhão dos Santos e vida cristã.
Em poucas linhas, situamos como estamos perante um horizonte ainda muito inexplorado, algumas vezes polemizado sobretudo pela definição das origens dos problemas que têm advindo da perda de conhecimento cultural cristão ao longo dos tempos.
A existência de Deus perante o esmorecimento do ateísmo e o popularizar-se do agnosticismo, tem vindo a levantar questionamentos sobre a necessidade de afirmar a fé em espaços culturais do saber comum. Não sendo cavalo de batalha a presença de Deus, relegou-se para o âmbito de bem-estar pessoal a questão da espiritualidade.
Quando as possessões, vexações, infestações e outras manifestações do mal abalam o bem-estar nesse momento o imaginário coletivo relega para uma dimensão obscura a atividade exorcística semelhante a um mundo de nevoeiros arcanos que invocam forças que se contrapõe entre si.
Esta versão cinematográfica tem ganho espaço nas consciências de todas as idades e formações e vem minando os circuitos de formação dogmática que sistematicamente tem vindo a ignorar a questão angélica, demonológica e muitas vezes mariológica.
