Meu diário de bordo em uma pandemia!
Quando eu era criança, não sonhei ser astronauta, médica ou veterinária, mas sonhei escrever um livro. Fui crescendo e na adolescência escrevia — numa agenda sempre bem escondida — os segredos, os amores platônicos, as frustrações, os
sonhos, as tristezas.
Em 2020, uma pandemia vitimou milhares de pessoas pelo mundo, mas não afetou a vida apenas de forma física.
O “aprisionamento” das pessoas em suas residências levantou muitos fantasmas de medos, pânicos, tristezas, traumas
e solidão. Uns sentiram mais, outros menos, mas todos foram atingidos em algum grau. Eu também fiquei “aprisionada”, e os
meus fantasmas se levantaram: o pânico de morrer, a ansiedade descontrolada, um pensamento que não desacelerava, um aperto no peito, lágrimas escondidas no chuveiro ou no travesseiro, traumas da infância, enfim. Mas, ao mesmo tempo, lutei para não ser derrotada pelos meus fantasmas. Voltei, virtualmente, para a terapia, procurando aquilo que me salvasse, como pegar um sol na varanda, tocar no meu teclado e escrever. A cada sessão de terapia com minha psicóloga, eu ia para o caderno escrever a respeito de todos os sentimentos, entendimentos e mudanças que estavam sendo processadas em mim.
Assim, este singelo livro está organizado em pequenos textos, cada um com sentimentos aflorados pelas reflexões que
se desdobravam durante a pandemia, por isso chamado de “Meu diário de bordo em uma pandemia”. Em cada texto, um pouco do que sou, da minha vida, das minhas crenças, da minha fé, dos meus sonhos, das memórias e do que senti em um tempo tão sofrido. Espero que estas palavras espalhem algo de bondade e força, de verdade e esperança no coração de quem as ler. Vamos lá! Está na hora de realizar o sonho da minha criança.
