Meu Pai foi embora - ecos da ausência
Este livro nasceu da observação silenciosa da dor que não é minha, mas que eu senti como se fosse. Crianças e famílias, marcadas por escolhas que ferem, inspiraram estas páginas. Cada palavra carrega o eco de angústias alheias, o peso do que não é dito, o vazio do que se perde.
A história começa com risos, com a infância segura, com uma família junta. Mas logo surgem as discussões, a raiva, o medo, a culpa. A distância física se transforma em distância do coração. Os finais de semana perdem sentido. O que deveria unir, separa. E os amigos tornam-se o único refúgio de felicidade.
A mãe deixa de ser ouvida; o pai se torna um estranho. Os irmãos do novo casamento parecem carregar tudo o que o protagonista nunca teve — e isso dói em silêncio. Na adolescência, primeiras dúvidas, primeiros amores, segredos que não podem ser compartilhados. Uma gravidez inesperada, brigas, o choro de um bebê, e a rotina se reinventa, frágil e tensa, como um balé que recomeça.
E, ainda assim, há escolha. O protagonista decide quebrar o ciclo. Decide ser um pai diferente. Olha para seus filhos com atenção, presença, amor. Escolhas podem machucar, mas também podem transformar.
Este livro não se lê por cima. Ele exige olhar, sentir, refletir. É denso, cheio de camadas, feito para quem aceita mergulhar nas profundezas da vida, da dor e da esperança.
