NÃO SEJA UM ABROLHO Como defender a verdade sem ferir pessoas e manifestar o caráter de Cristo dentro e fora da igreja
Este livro nasceu de uma pergunta necessária: como permanecer fiel à verdade sem transformar essa fidelidade em licença para ferir pessoas? A pergunta importa porque palavras corretas podem ser conduzidas por motivações erradas. É possível citar as Escrituras, identificar um problema e ainda assim agir movido por orgulho, irritação, desejo de controle ou necessidade de reconhecimento. Quando isso acontece, o conteúdo parece certo, mas o fruto denuncia que alguma coisa se perdeu no caminho.
Jesus nunca tratou a verdade como um instrumento de vaidade. Ele confrontou hipocrisia, protegeu pessoas vulneráveis, corrigiu discípulos e expôs sistemas injustos. Ao mesmo tempo, não confundiu autoridade com grosseria. Sua firmeza tinha propósito. Sua misericórdia não apagava a responsabilidade. Sua presença revelava o Pai e chamava cada pessoa para uma resposta. O caráter de Cristo, portanto, não é um detalhe que acrescentamos à defesa da verdade. Ele é a forma pela qual a verdade deve aparecer em nós.
A figura do abrolho será usada como espelho, nunca como rótulo. O alvo destas páginas não é oferecer um vocabulário novo para acusar alguém. É reconhecer espinhos que podem crescer em qualquer coração, inclusive no nosso, quando deixamos de vigiar as motivações, a língua e a maneira de lidar com conflitos. Um comportamento espinhoso não precisa se tornar destino. Onde há arrependimento, verdade e obediência, o governo de Deus alcança raízes e produz novo fruto.
