O arrebatamento e a expansão da consciência

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O arrebatamento que ninguém viu

Durante séculos, a humanidade ouviu falar de um acontecimento extraordinário chamado arrebatamento.

Aprendemos a imaginá-lo como um momento futuro, grandioso e definitivo: os céus se abririam, multidões seriam retiradas da Terra e aqueles que estivessem preparados seriam conduzidos para uma realidade superior.

Mas e se estivermos procurando o arrebatamento no lugar errado?

E se ele não for, necessariamente, um acontecimento que ocorrerá diante dos olhos de todos, mas uma experiência que acontece silenciosamente dentro de um indivíduo?

E se o arrebatamento não significar simplesmente ser levado para algum lugar, mas ser elevado a um estado de consciência que antes era inacessível?

Essa pergunta é o ponto de partida desta obra.

Não se trata aqui de negar a fé de ninguém, tampouco de substituir uma interpretação religiosa por outra. O propósito é investigar uma possibilidade: a de que determinadas palavras, símbolos e promessas espirituais possam esconder uma dimensão interior que atravessa épocas, culturas e sistemas.

Talvez tenhamos aprendido a olhar para o céu quando deveríamos ter aprendido a olhar para dentro.

O mistério da promessa

Existe algo intrigante na ideia do arrebatamento.

Se ele fosse apenas um acontecimento futuro, universal e coletivo, então dependeria de uma determinada época da história. Teria um começo, um momento específico e um fim.

Mas e se a promessa for atemporal?

E se homens e mulheres, em diferentes épocas, já tivessem experimentado estados de consciência nos quais sua percepção da realidade foi profundamente transformada?

O que chamamos de iluminação.

O que chamamos de despertar.

O que chamamos de transcendência.

O que chamamos de encontro com o divino.

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