O Conforto dos Dóceis
O Conforto dos Dóceis
Uma ficção especulativa sobre tecnologia, trabalho e o preço invisível do conforto.
Em 2031, o mundo parece finalmente ter resolvido seus grandes problemas.
A violência caiu. A saúde melhorou. A inteligência artificial coordena sistemas inteiros com eficiência inédita. O Programa de Renda Estrutural garante estabilidade financeira, enquanto a chamada Malha — uma vasta infraestrutura de algoritmos e decisões automatizadas — administra silenciosamente boa parte da vida moderna. Os números são excelentes.
Francisco Azevedo, militar da reserva de 65 anos, vive em Mairiporã cultivando sua horta e tentando entender um incômodo que não cabe nos relatórios oficiais. O mundo está funcionando. As pessoas parecem bem. Ainda assim, algo lhe parece ausente.
Ao visitar a filha fiscal sanitária, conversar com um médico que ainda mantém consultório próprio e conhecer mais de perto o universo tecnológico do filho e da poderosa rede que sustenta a nova sociedade, Francisco começa a formular uma pergunta inquietante:
O que desaparece quando tudo funciona bem demais?
Sem vilões caricatos ou distopias explosivas, O Conforto dos Dóceis é uma obra de ficção filosófica e especulativa que explora automação, responsabilidade humana, autonomia e memória num futuro perigosamente plausível.
Mais do que um livro sobre inteligência artificial, esta é uma história sobre presença humana — e sobre a necessidade de registrar aquilo que talvez esteja sendo perdido antes que ninguém mais perceba sua ausência.
Para leitores que apreciam ficção reflexiva, sci-fi social e debates sobre tecnologia, ética e o futuro da condição humana.
