O fazer em acontecimento (ou) as possibilidade de um crochê livre
O fazer em acontecimento (ou) as possibilidade de um crochê livre é um processo reflexivo e prático, uma vivência artística e terapêutica que acontece do encontro entre mãos tecedoras, agulha de gancho, linha e escrita engajadas na produção de cartografias afetivas.
Cartografias que são entendidas aqui enquanto pistas, testemunhos, marcas, vestígios descobertos e inventados ao longo do processo de pensar e fazer crochê.
Nesse percurso, vamos explorar essa técnica para além de destinações e utilidades prévias. Iremos experimentar o crochê enquanto expressão artistíca, um crochê livre de receita, forma ou projeto final previamente dado.
No crochê livre nos dispomos ao “não saber o que fazer” para podermos dar vazão à invenção de acontecimentos, onde a mão, a partir do engajamento presente com agulha e linha, encontra, no instante mesmo do fazer, seu modo de dizer e desdizer.
Nos limites da repetição do gesto de crochetar que consiste em laçar a linha, formar correntinha, ponto baixo e ponto alto, buscamos a diferença, o não esperado.
Na disponibilidade de um desfazer e refazer como vital para dar forma ao inesperado, o objetivo desde curso-vivência é tatear a potência do tecer enquanto gesto concreto-simbólico de (re)formar.
