O lugar dos responsáveis na psicoterapia infantil
A psicoterapia infantil não acontece no vácuo. Ela exige um mínimo de envolvimento dos adultos responsáveis para que o processo tenha impacto na vida da criança. Mas o que fazer quando os próprios responsáveis resistem à psicoterapia?
Nem todo pedido de ajuda vem acompanhado de disponibilidade para mudança.
Na clínica infantil, é comum encontrarmos responsáveis que procuram psicoterapia para os filhos — mas que, ao longo do processo, resistem, evitam ou até boicotam aquilo que poderia promover transformação.
Essa resistência nem sempre é explícita.Ela aparece nas faltas, nas críticas ao processo, na expectativa de soluções rápidas, na recusa em se implicar.
E então o terapeuta se vê diante de um impasse:
Como sustentar a psicoterapia quando o campo familiar não sustenta a mudança?Como proteger a criança sem entrar em confronto com os pais?Quando insistir — e quando colocar limites?
Este mini curso é um convite para olhar com mais profundidade para o lugar dos responsáveis na psicoterapia infantil — não como coadjuvantes, mas como parte constitutiva do processo.
