O maior ser humano vivo, de Pedro Guerra
Nilo é ambicioso, vulnerável a tentações e voraz, capaz de engolir a vida inteira como um dry martini, seu drinque preferido. Cínico e amoral, mas também generoso e sem preconceitos, ele combina autoironia e uma sensibilidade pouco confortável. Não raro, acaba traído pelo próprio temperamento, forçado a reviravoltas bruscas em seus planos.
No início da carreira, tem uma ascensão rápida e vertiginosa como advogado no mundo das grandes fusões e aquisições e cifras milionárias.
Mas sua vida como advogado logo colapsa, e Nilo encontra saída no Medianismo, um show de stand-up comedy que também se pretende filosofia de vida — uma forma de resistência às engrenagens de exploração do mundo contemporâneo.
Entre referências que vão de Sêneca a Julio Iglesias, Pedro Guerra conduz Nilo até um novo ponto de ruptura, em que talento, sucesso e temperamento voltam a se combinar de modo explosivo — e agora amplificados pelo delírio das redes sociais.
