O Poder curativo da confissão
Em todos estes anos que venho ministrando sobre a libertação da
alma humana, sobre a cura das emoções e dos sentimentos, tenho me
deparado com muitas pessoas que, por não terem uma orientação precisa
sobre o que é confissão, acabam por ignorá-la, sufocando um punhado de
dores e culpas que passam a carregar por onde quer que vão, como se isto
fosse a coisa mais natural do mundo.
Inegavelmente a confissão traz cura aos corações!
Ela nos faz mais leves, faz secar muitas das feridas de nosso interior,
nos dando também a oportunidade de corrigirmos a nós mesmos naquilo
que é necessário. Confissão é exteriorizar, trazer à superfície.
Abafar dentro da alma situações e erros vividos só nos faz mal.
Davi no trecho acima nos diz “enquanto eu me calei, envelheceram os
meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.”
Quantos, hoje, andam de um lado para o outro com suas histórias e
com suas lembranças dolorosas do passado, sem saber o que fazer com
tudo isso! Como e com quem compartilhar?
Em quem confiar?
Quantos estão amordaçados pelo medo, pela sensação de
desamparo e solidão?
Vão, dia após dia, se consumindo numa destruição lenta, porém
mortal.
Uma destruição que começa lá dentro, na alma, e que vai corroendo
as entranhas, silenciosamente, até aflorar na pele, nos gestos, nos olhos.
Por mais que possa parecer um jogo de palavras, tudo isto tem outro
nome.
Isto se chama dor. Dor da alma!
